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sábado, 30 de março de 2019

Livrinhos...

Quando chegam novos livros cá a casa é dia feliz!
Felizmente acontece com frequência.
Ontem chegaram novos livros!

Poema (sem título)

10.

Sòzinha no bosque
Com meus pensamentos,
Calei as saudades,
Fiz trégua a tormentos.

Olhei para a Lua,
Que as sombras rasgava,
Nas trémulas águas
Seus raios soltava.

Naquela torrente
Que vai despedida,
Encontro assustada
A imagem da vida.

Do peito, em que as dores
Já iam cessar,
Revoa a tristeza
E torno a penar.

Marquesa de Alorna


                                                                             
                                                                             

segunda-feira, 28 de agosto de 2017

Bons vícios :)


Últimas aquisições.
Chegaram, todos, hoje!
Vindos directamente da Bertrand e da Lumière.

                                                                        
 
 

quinta-feira, 1 de setembro de 2016

Parabéns Livraria Lumière!

Parabéns Cláudia!
Que venham mais 15, com o profissionalismo, a simpatia e a amizade que a caracterizam!

                                                                               
 
 
http://livrarialumiere.blogspot.pt/

sábado, 20 de junho de 2015

Regresso ao passado :)


Comecei a ler há dias a história de Jean Christophe. São dez pequenos volumes da eterna Colecção Miniatura, cujas capas são sempre um encanto.
Já há tempos que queria ler este romance.

Vou no terceiro volume e estou a gostar muito.

De certa forma estes livrinhos levaram-me até ao tempo despreocupado da adolescência, em que, no fim da Primavera e durante o Verão, passava  tardes tranquilas, sentada, no quintal de casa, protegida pela sombra da latada, a ler, embrenhada nos romances que me levavam para dentro dos livros e me faziam perder a noção do tempo.

Não sei se é a história, se os livrinhos antigos, se as tardes calmas aqui da zona...mas voltei aos meus 16/17 anos...

Que bom passar uma tarde inteira a ler, sem remorsos pelas pilhas de trabalhos para corrigir, fichas para elaborar, aulas para planificar, mapas para fazer, relatórios aborrecidos para escrever...

Viva uma tarde de lazer!!

                                                                            

 
O 3º volume, que estou a ler
 

Obrigada Maria João (Falcão de Jade) que me falou da história e à Cláudia que me arranjou os livros na Livraria Lumière.

Não há livro que se procure, que a Lumière  não arranje!  :)

sábado, 29 de março de 2014

"À Deriva" entre livros e poemas



     Quando vagueamos à deriva entre os expositores de uma livraria, uma das coisas que pode atrair-nos ou repelir-nos é a capa dos livros.
     Há capas tão bonitas, que apetece só por isso, trazer o livro para casa, mesmo que depois se revele uma desilusão, e vice-versa: capas horrorosas às vezes escondem bons livros, que nos surpreendem.

     Mas gostos são gostos! Seja nas capas ou no conteúdo dos livros!

     Esta é uma capa que eu acho muito bonita, quer o grafismo, quer o título.
À Deriva, um livro de poemas de Maria José Areal cuja capa é pormenor de "Sem Título" de Luís Carlos Areal.

                                                                            
 
 
Janelas de Esperança
 
Abram-se as janelas
Da esperança!
 
Neste tempo de desilusão
O mundo entulha-nos
Com pactos de desgraça,
Ondas de desdém,
Ventos de cobiça
Arremessando a esperança
Para o universo do sonho.
É o desamor
Que assola este tempo
No tempo de todos nós.
 
A criança caminha
Sem rumo certo,
O jovem não vê
As coordenadas do caminho
Os homens e as mulheres
Procuram na noite o abrigo
Para tamanha dor.
 
A incerteza cultiva a desgraça
E...não sabemos por onde ir.
 
Abram-se as janelas da esperança!
 
Pág.21
 
 

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

Pardais na eira


     Na Eira dos Pardais, é um livro de contos de Maria José Carvalho Areal, que fala de pessoas simples, mas com um coração de poeta.
     Fala da vontade de ser feliz e da vida que às vezes impede de o ser.
     Fala de pessoas que ontem como hoje têm os mesmos anseios, os mesmos medos e a mesma vontade de viver.
     Gostei muito de ler estes contos, duma autora que não conhecia e que pude conhecer através da Livraria Lumière!
                                                                       


     "Era um jovem sem asas para voar por ser pobre, mas a sua imaginação, vontade e querer, faziam dele uma autêntica águia em pleno e constante voo. [...]
     A única alternativa era viver um dia de cada vez e fazer do pouco muito e do nada alguma coisa." (pág.30)

     "Os dias foram correndo nesta aprendizagem, no conhecimento das gentes e dos espaços que a rodeavam. Havia um certo encantamento que não estava de todo, previsto no seu imaginário, Afinal, não era assim tão difícil ensinar a ler, escrever e contar, nem tão penosa a saudade da ausência e da lonjura da família. Ia superando estes e outros constrangimentos com alguma arte." (pág.61)

     "-Ufa!... A vida dá cada volta! E que volta!..." (pág.63)

     "Saí a correr. Tinha medo que a guerra fosse ali perto e que me encontrasse pelo caminho. E tinha medo também, porque a minha mãe já estaria preocupada, pois a minha casa ainda ficava longe e o sol já tinha abraçado a noite.
     Naquela noite sonhei com a guerra." (pág.75)

"As pessoas precisam de tempo para entenderem o coração..." (pág.97)