quinta-feira, 17 de agosto de 2017

Anna e o Homem Andorinha

Primeiro foi a capa que me atraiu, depois o título e depois os elogios de diferentes publicações, publicadas na badana da contracapa.

A leitura faz-se com facilidade e alguma expectativa, mas esperava sentir as palavras com mais emoção.
Fiquei na dúvida quanto ao final...

Uma certeza nos fica: a guerra é estúpida, inútil e destruidora. Qualquer guerra. A guerra é um lugar de tristeza e solidão.


 
 
"As nossas armas são o conhecimento, e a observação, e a paciência, e o tempo, e se tivermos uma dose suficiente destas duas últimas coisas, as nossas armas irão sempre prevalecer." (Pág.80)
 
Anna e o Homem Andorinha, Gavriel Savit
 
                                                                         
 
 
 
"Cracóvia, 1939. Um milhão de soldados marcham e mil cães ladram. Este não é um lugar para crescer.
 
Anna tem apenas sete anos no dia em que os alemães levam o seu pai, professor de Linguística, durante a purga de intelectuais da Polónia. Está sozinha quando encontra o Homem-Andorinha, um astuto trapaceiro, alto e estranho, com mais de um às na manga; um impostor que consegue até que os soldados com que se cruza só vejam aquilo que ele quer que vejam.
 
O Homem-Andorinha não é o pai de Anna - ela sabe-o bem, mas também sabe  que, como o seu pai, está em perigo e, também como o seu pai, tem o dom das línguas: fala polaco, russo, alemão, iídiche e a linguagem dos pássaros,
Quando o misterioso indivíduo consegue que uma bela andorinha lhe pouse na mão para que Anna deixe de chorar, a menina fica encantada. E decide segui-lo até onde ele for.
 
Ao longo da viagem, Anna e o Homem-Andorinha escaparão a bombas e soldados e também farão amigos. Mas num mundo louco, tudo pode ser um perigo. Até o Homem- Andorinha." (Na badana da capa).
             

                                                                         

domingo, 13 de agosto de 2017

Livros de ouro


Uma curiosidade, retirada da Estante nº 13/Primavera 2017                                                                          


sábado, 12 de agosto de 2017

Dia do filho do meio


É o meu dia!!!

                                                                                  


 « Próximo Dia do Filho do Meio 12 de Agosto de 2017 (Sábado)


O Dia do Filho do Meio comemora-se a 12 de agosto.


Se o primeiro filho é especial e o líder dos restantes, o filho mais novo é o mais mimado, recebendo todas as atenções da família. O filho do meio fica geralmente numa situação complicada, sem um papel definido e sem a proteção que os outros filhos gozam por parte dos pais. Foi para mimar e homenagear todos os filhos do meio do mundo que se criou o Dia do Filho do Meio.
O síndrome do filho do meio existe e deve ser combatido pelos pais. Neste dia os pais devem ligar aos filhos do meio, assim como os filhos mais velhos e mais novos devem demonstrar de alguma forma o carinho que têm pelo irmão do meio.
Ser o filho do meio tem porém as suas vantagens (para além da comemoração deste dia). O filho do meio pode gozar de mais independência, aprender com o exemplo do irmão mais velho e sentir-se superior e um professor para o filho mais novo.»

(Retirado da Net)    


                                                                              
 
 

sexta-feira, 11 de agosto de 2017

Acasos


Os acasos levam-nos às vezes para caminhos inesperados.

E o arco-íris fica ali a lembrar-me: é  sempre tempo de novos amigos entrarem no nosso coração.

                                                                        
    

terça-feira, 8 de agosto de 2017

Apontamentos


"A cultura é provavelmente um talento muito ambíguo."


                                                                             





"Não há lugares aborrecidos na Terra.
Isto é o que eu receio em relação aos mais novos hoje em dia: que por causa da sua obsessão com os media artificiais, tenham pouco entusiasmo pelas experiências genuinamente criativas."


 
 
                                                                                      


 
 
 
"Odeio aqueles que fingem ser radicais e continuam a viver a nossa forma de vida. Considero isso absolutamente nojento."



                                                                           
 



"Se te prender a qualquer coisa - pode ser arqueologia, música, desporto - que seja maior que tu próprio, não corres perigo. O terrível é quando as pessoas se prendem a um nada, ao vazio."
 
 
 
                                                                              


Retirado da entrevista a George Steiner, publicada na Revista do Expresso de 3 de Junho de 2017.

segunda-feira, 7 de agosto de 2017

Gatos e gatinhos

Vinha no mesmo comboio que eu, há dias.
Um destes até queria...

                                                                               
 
Como se chamará?...
 
 
O Nome dos Gatos
 
O nome dos gatos, questão delicada,
Não é passatempo de gente indolente;
Bem podem pensar que sou doido varrido
Mas um gato tem sempre TRÊS NOMES DISTINTOS.
O primeiro é o nome usado em família
- É gato Lobato, Salvato, ou Renato,
Torcato, Honorato, Beato ou Falcato -
Nomes próprios, comuns, decentes, normais.
 
Gente de requintes e nomes sonantes
Tem nomes famosos de damas e heróis
- Deméter, Electra, Admeto e Platão -
Nomes próprios, comuns, decentes, normais.
Mas, sabem, ao gato um nome faz falta
Que seja diferente, exclusivo, distinto
Para andar emproado, cauda empertigada.
Bigodes ao vento, seguro de si.
Tantos nomes eu sei que chegam ao quorum
(E exemplos são Quaxo ou Coricopata
E Bombalurina ou então Gelinorum)
E mais nenhum gato terá nome igual.
 
Além destes nomes há um por dizer,
Nome que ninguém consegue adivinhar,
Nome inacessível à ciência humana,
Só O GATO SABE mas jamais confessa.
Se virem um gato a cismar, a cismar,
Sou eu que vos digo, o motivo é só um:
Sua alma isolada medita, contempla,
E pensa, repensa no nome que é seu,
Seu nome inefável e fável também
Fá-e-inefá-vel
Profundo, misterioso, singular.
 
T.S.Eliot  (O Livro dos Gatos)
 
 

segunda-feira, 31 de julho de 2017

Quer um gato?


Esta foi uma pergunta que me fizeram, não há muito tempo. Estive tentada a aceitar, porque acho os gatinhos engraçados e como são mais ou menos independentes, podia ser uma companhia e não dar muito trabalho.
Mas acabei não aceitando, porque trazer para casa um animal destes é criar laços que nunca mais se desfazem. E depois?...
Não! Sou demasiado preguiçosa para criar estes laços...

Não aceitei.

Mas os gatos ultimamente "perseguem-me".


Há dias entrei na Bertrand para espreitar as novidades e houve um livro que me despertou curiosidade, pela capa, que achei tão bonita. As capas aproximam-nos e afastam-nos, se bem que depois o conteúdo do livro nem sempre coincide.

Este livro conta a história de "...como Nils Uddenberg, antigo professor universitário de Psiquiatria, se tornou dono de uma gata, embora nunca tenha querido ter qualquer espécie de animal doméstico.
Certa manhã de inverno, o autor encontrou uma gata no jardim da sua casa. A partir desse momento, a gatinha introduziu-se suave mas firmemente, na sua vida, para nunca mais a abandonar." (Na contracapa )

É um livro fácil de ler, que os amantes de gatos certamente poderão adorar. Gostei de o ler. A gatinha protagonista inspira-nos uma certa ternura e lá voltou outra vez a vontade de ter um gatito, mas  também, ao longo da leitura, por vezes pensei « Ainda bem que não tenho um gato!».

                                                                                     


"Conquanto não implique nada pior do que «ter um gato», provavelmente é bom para o desenvolvimento pessoal ser-se exposto a algo inesperado. Os velhos têm tendência a fixar-se em certos hábitos. A Bichana obrigou-nos a hábitos novos, o que tem sido sobretudo benéfico." ( Pág.208)

Pronto, quem sabe, quando for mais velha e estiver mais acomodada na vida, arranje, então, finalmente, um gatinho...