quinta-feira, 16 de agosto de 2018

Regresso

Dizem que não se deve voltar aos locais onde já se foi feliz, mas eu não concordo. Devemos lá voltar sempre, enquanto, de cada vez, a felicidade se mantém.
Sou feliz perto do mar e  de cada vez que regresso.
O mar nunca me desilude.

                                                                           







Regresso ao mar
e o meu olhar repousa no azul.
Sinto uma paz que nada iguala.

Este amor vem 
da saudade que tenho
de ser outra, que não eu.



terça-feira, 7 de agosto de 2018

Livre arbítrio


Poema do livre arbítrio

Há uma fatalidade intrínseca, insofismável,
inerente a todas as coisas e nelas incrustrada.
Uma fatalidade que não se pode ludibriar,
nem peitar, nem desvirtuar,
nem entreter, nem comover,
nem iludir, nem impedir,
uma fatalidade fatalmente fatal,
uma fatalidade que só poderia deixar de o ser
para ser fatalidade de outra maneira qualquer,
igualmente fatal.

Eu sei que posso escolher entre o bem e o mal.
Eu sei que posso fatalmente escolher entre o bem e o mal.

E já sei que escolho o bem entre o mal e o bem.
Já sei que escolho fatalmente o bem.
Porque escolher o bem é escolher fatalmente o bem,
como escolher o mal é escolher fatalmente o mal.
O meu livre arbítrio
conduz-me fatalmente a uma escolha fatal.

António Gedeão

                                                                                   


Myra Landau

Boa semana:)


     "Habitualmente, andamos ao ar livre demasiadamente depressa para darmos conta de algo mais do que o óbvio e evidente.
      Para observar a Natureza, o melhor ritmo é o do caracol."

                                                                                      Edwin Way Teale   

                                                                   


sábado, 4 de agosto de 2018

Trabalhos de férias:)


Por estes dias andei com pinturas.
Reciclar os velhos móveis, abandonados, e dar-lhes nova vida.
Valeu ou não valeu a pena?...

                                                                       





Chuva abençoada:)

Hoje estiveram aqui 44º- ufa!!

E de repente, à tarde caiu uma trovoada refrescante, que lavou a rua, os carros, o ar e a alma!
Fiquei na varanda a vê-la cair e a senti-la, até ficar molhada.
E não fui a única!

                                                                         

Chuva...



E uma canção que já por aqui andou, mais que uma vez...
mas noutras vozes.



sábado, 28 de julho de 2018

Dádivas do Mar

                                
Adoro o mar e andar na água; coisa que já não faço há anos, embora todos os anos vá uns dias para perto do mar.
Tenho saudades de entrar no mar e nadar, onde apesar de algum medo, há também a sensação inigualável de liberdade.

Acabei de ler um pequeno livro recomendado no blogue Falcão de Jade  ( no link mais abaixo) e gostei muito: Dádivas do Mar.
É um livro escrito há mais de sessenta anos e continua actual, talvez mais actual que nunca, numa época em que as mulheres  vivem em permanente competição e continuam sobrecarregadas de tarefas (entre emprego, trabalho doméstico, filhos...) e não conseguem tempo para estar a sós consigo mesmas e encontrar a tranquilidade que os dias agitados não permitem.
Quando não estamos bem connosco, também não estamos bem com os que nos rodeiam.

"Este não é somente um livro, é uma clarividência, o mundo visto na sua complexa simplicidade. Neste pequeno Dádivas do Mar, Anne fala-nos daquilo que somos, através da imagética das conchas: as nossas relações com a casa, o espaço, os amigos, os filhos e os parceiros. Faz-nos ver, com uma lucidez impressionante, o que de melhor temos dentro de nós."  ( Na contracapa)


                                     



[...]"O tempo passado a sós em sossego, a contemplação, a oração, a música, uma linha de concentração de pensamento ou leitura, de estudo ou trabalho. Pode ser uma manifestação física, intelectual ou artística, qualquer forma de vida criativa que provenha de nós mesmas. Não precisa de ser um projecto enorme, nem uma grande obra. Mas deve ser algo que seja realmente nosso." pág. 57


Gostei desta leitura.
Hei-de voltar ao livro mais vez



http://falcaodejade.blogspot.com/2018/06/quando-o-mar-e-uma-companhia.html