terça-feira, 10 de dezembro de 2019

Um poema


PARA A SOPHIA, UM CORAL HABITADO

Há muito tempo, fui contigo ver
de que lado estava o sol. Esse mar
perto da velha casa. As falésias.
O retrato feliz.

Também eu tive uma casa, onde escutar
o canto das coisas na evidência da luz.
Também eu deixei aquela praia de areais
e grandes vagas.

Agora nos teus poemas vejo crescer a luz
de um tempo inteiro. E imagino-te
Penélope ou Cassandra. Até arder a neve.

O tempo é isso: os gestos sucessivos sobre o mar.
Posso dizer-te que o teu corpo habitará
sempre no destino generoso do Verão.

Ouve-me: Trouxe do mar os frutos do regresso.
E o búzio que sobrou da madrugada.
Li teus livros sempre com perfumes e dunas
nos meus olhos.Desprevenidos.

Posso assim devolver-te à praia inicial
da tua vida. Confirmar o sol nos teus olhos
E a cor justa do Verão.


Isabel Salvado


      ["SALÉM", revista Poesia, dedicada a Sophia de Mello Breyner, nov 1987;
                          edição: Associação de Estudantes da Faculdade de Teologia]


                                                                         


sábado, 16 de novembro de 2019

Uma vida Inteira


Vi-o recomendado no blogue Um Jeito Manso.
Comprei-o, um dia destes, e li-o de uma assentada em mais uma noite de insónia. Gostei muito e recomendo.


« Quando Andreas Egger morre, leva consigo as memórias de uma vida inteira. Uma existência de enorme simplicidade, inocência e beleza, nas montanhas alpinas para onde foi mandado aos quatro anos, depois de ficar órfão.
A seguir ao silencioso espanto que dele se apodera quando vê pela primeira vez a aldeia que passará a ter como sua, conhece os maiores sofrimentos às mãos do agricultor encarregado de tomar conta dele. Embora fisicamente marcado. Eggar é resiliente e acaba por encontrar o seu lugar na vertente nevada onde erige a sua vida. É ali que encontra um trabalho que o liga ao mundo e ao progresso e que conhece Marie, a mulher que amará para sempre. Mas é também ali que vê tombar os que constroem a modernidade, manchando com sangue a alvura da neve.
A vida simples de Eggar na solidão da montanha acompanha as mudanças que o mundo conheceu ao longo do século xx. De todas ele fez parte, quer enquanto soldado na Segunda Guerra Mundial, quer como espectador da alunagem, quer servindo de guia turístico do lugar que o adoptou.
Em Uma vida inteira, o leitor encontra isso mesmo: um comovente retrato do que cabe nos anos que passam entre o primeiro sopro de vida e o último fechar de olhos. Com uma prosa simples, mas incrivelmente enternecedora, este pequeno romance é um brilhante passeio pela vida, que não deixará ninguém indiferente.»

( Retirado da contracapa do livro)

                                                                             



PS: Já respondo aos comentários em atraso...desculpem por ainda não o ter feito...

domingo, 20 de outubro de 2019

Pequenos livros

Um livrinho de 9 cm por 5,5 cm. A capa é em tecido e dobrado em acordeão. Uma preciosidade que me trouxeram do Japão (do Museu Nacional de Tóquio).

                                                                           





sábado, 19 de outubro de 2019

Vinte anos


Bom fim-de-semana!




                                                                             

quarta-feira, 16 de outubro de 2019

Parabéns Maria João


Um  dia muito feliz!

                                                                                 


                                                                                 

                                                                               

domingo, 13 de outubro de 2019

O valor de cada um

 
    Diz-se que o dinheiro não dá felicidade, e é verdade. Mas também é verdade que ajuda muito.
Talvez as crianças deste video sejam felizes com o que têm e com o que são, porque não conhecem outra realidade, mas quantos talentos se perderão no meio do lixo, apenas porque estas famílias não têm dinheiro para que as suas crianças possam estudar?
   E não se perderão só músicos, mas outros artistas, escritores, pintores, médicos, arquitectos, professores...

   É triste que uns tenham tanto (e tantas vezes nem dão valor ao que têm) e outros tão pouco.

   Há pessoas extraordinárias e passam despercebidas.  Não andam nas revistas cor-de-rosa nem são bloguers ou  influencers. São  pessoas como este técnico ambiental que resgatou do lixo uma orquestra; ou estas crianças que não tendo nada souberam fazer música; ou este homem que com lixo consegue fazer instrumentos musicais.
   Estas pessoas merecem a nossa admiração.

 




domingo, 6 de outubro de 2019

Parabéns Cláudia:)


Que tenha um dia muito feliz:)
Muitos anos de vida e poucos dias descoloridos!