segunda-feira, 24 de julho de 2017

Uma fotografia para partilhar - 2

Tem mais de cinquenta anos, esta foto, e eu conheci o senhor fotografado.
Tinha uns 12 ou 13 anos quando comecei a  passar parte das férias de Verão na aldeia da minha mãe (as melhores férias de sempre, que recordo com saudade).

O Ti António Rei era um senhor com uns 60 anos, que na altura, para os miúdos com a minha idade, era um velhinho do mais velho que há - é como o recordo. Mas recordo também uma pessoa simpática, sorridente e amigo da garotada. Tinha uma loja, na aldeia, onde se vendia de tudo.

Falo mais pela memória do que ouvi contar do que pelo que recordo, dado que apenas o vi algumas (poucas) vezes. Morreu pouco tempo depois de eu ter começado a passar as férias na aldeia.

E a Burra...a Burra teria muitas histórias para contar!

Há quase 60 anos, a aldeia ainda não tinha a estrada que tem agora, apenas um caminho rudimentar, onde só chegava um carro de vez em quando. A burra era um dos poucos meios de transporte. Conta um primo meu , que uma vez, tinha ele uns seis anos e ainda vivia na aldeia, foi com dois miúdos mais velhos (um deles filho do Ti António Rei) fazer um recado, uma entrega de bens  a outra aldeia próxima. Foram na Burra.  Mas ele foi sem autorização da mãe. Pensava que era ir e vir num
instantinho. Chegados lá, a pessoa a quem iam entregar esses bens, não estava em casa, andava para as hortas e tiveram que esperar. Nesta espera e regresso, acabou por escurecer e quando chegaram a casa era noite. A mãe do meu primo, que o procurou todo o dia, acabou por saber que ele tinha ido com os outros miúdos. Mas ficou tão zangada, que quando o apanhou, à chegada, lhe deu umas valentes palmadas, que (contam os dois) ainda hoje lhes doem. Um porque as apanhou e o outro porque as deu!

Tudo culpa da Burra, que fazia poucos quilómetros por hora!


                                                                              

sexta-feira, 14 de julho de 2017

Seis anos de blogue...

...e eu esqueci-me!

Isto tem andado um pouco parado...
Mas vai continuar a andar!
Seis anos...ainda é uma criança!

Obrigada a quem, apesar de tudo ainda continua a passar por aqui e até a deixar comentários. Muito obrigada:)

                                                                                     
 
Uma prenda para o blogue...

 
Uma linda porta em forma de postal:)
(porta da casa onde nasceu o poeta Xosé Maria Diaz Castro, em Vilariño dos Cregos, Guitiriz)
 

 
E um marcador para a dona do blogue...
Lindo:)
 
 
 
Muito obrigada à Luisa, pela simpatia.
E à MR:)
 
 

domingo, 2 de julho de 2017

Bons amigos são para sempre!


Este sábado tive um almoço de "amigas de infância e juventude".
Parece que o tempo não passou e foi tão bom recordar brincadeiras e alegrias e tristezas...
Tanto se riu muito, como se chorou de emoção...(eu não, que sou um pouco coração empedernido!).

Ficou combinado o próximo almoço, e agora se Deus quiser vamos continuar a encontrar-nos com alguma regularidade, porque os bons amigos são família!

Foi tão importante voltarmos à infância e recuperarmos para o futuro esta amizade tão antiga!

                                                                                
 
A foto é de Steve McCurry
Pedi-a "emprestada" lá no blogue...
 
   

domingo, 11 de junho de 2017

Livros Infantis


Umas preciosidades que comprei ontem na Feira Anual de Velharias e Antiguidades :)
Não trouxe a caixa toda porque a minha bolsa não permitiu, mas tive pena :(

                                                                        
 
Girafa
 
Tenho pena da girafa
de pescoço grandalhão:
- Como é que a pobre se abafa,
tendo uma constipação?
 
Coitadinha da girafa!
 
Quando eu me constipo, posso
arranjar um cachecol.
Mas com aquele pescoço...
Safa!
Pobre da girafa!
 
- Vou oferecer-lhe um lençol.
 
Leonel Neves
 

sábado, 10 de junho de 2017

Dia de Portugal

                        

    Canto Primeiro

                          I.
                                             
As armas e os Barões assinalados;
Que da Occidental praia Lusitana,
Por mares nunca de antes navegados,
Passaram ainda alem da Taprobana;
em perigos, e guerras esforçados,
Mais do que promettia a força humana,
Entre gente remota edificaram
Novo reino, que tanto sublimaram

                           II.

E tambem  as memorias gloriosas
Daquelles Reis. que foram dilatando
A Fé, o Imperio; e as terras viciosas
De Africa, e de Asia, andaram devastando:
E aquelles que por obras valerosas
Se vão da lei da morte libertando;
Cantando espalharei por toda a parte,
Se a tanto me ajudar o engenho, e arte.

Luís de Camões

                                                                                 
                                                                            
 

 
Padrão dos Descobrimentos
 

sexta-feira, 26 de maio de 2017

Que se cumpra a tradição!


E cá está ele, o belo e cheiroso manjerico!

Coloquei-o na janela, para que fique bem acompanhado!

                                                                              





 
 
 
Para a MR:)
 
 

domingo, 14 de maio de 2017

Parabéns Salvador Sobral...

...que trouxe a primeira vitória da Eurovisão para Portugal.
E a canção é muito bonita!

 
 
                                                                                       

domingo, 7 de maio de 2017

Dia da Mãe


Feliz Dia da Mãe :)

                                                                                


 
 
                                                                                

sábado, 6 de maio de 2017

Nostalgia


Duas vozes para recordar.

Bom fim-de-semana:)

 
                                                                               

segunda-feira, 1 de maio de 2017

"É preciso muito tempo para se aprender a ser jovem"

                                                                                       



« "É preciso muito tempo para se aprender a ser jovem", a epígrafe de Picasso desenhada por Martins Correia, um dos grandes Mestres da segunda metade do século XX português e escolhida para título desta exposição resume toda uma filosofia e todo um programa de arte moderna que o grande artista nascido na Golegã partilhava. Picasso, o maior expoente da arte do século XX de que toda a sua arte é quase um símbolo dizia que levou toda a vida para conseguir pintar como uma criança. Por outro lado ele e os arautos da modernidade foram buscar à arte primitiva as raízes da arte moderna. A infância e a arte dos primitivos constituindo uma das essenciais fontes de inspiração da arte moderna, como expressão de uma inocência primeira e de uma original ligação ao inconsciente e aos arquétipos. »
[...]

Maria João Fernandes
Retirado do catálogo da exposição.


Alguns apontamentos da exposição, patente ao público no Antigo Edifício dos CCT, até 28 de Maio.

Gostei muito da exposição e tenho pena que as fotos tenham ficado com pouca luz, mas mesmo assim aqui ficam para aguçar a vontade de uma visita.