sábado, 26 de abril de 2014

Ouvindo...


Amália Rodrigues
e
Lila Downs

Bom sábado!
                                                                                 
 
 
 
                                                                                                                                                             

sexta-feira, 25 de abril de 2014

Dia da Liberdade


[...]
E a promessa cumpriu-se
nessa manhã de Abril
ainda sem computadores
nem novelas do Brasil
(...)
Foi então pegar no cravo
que estava ali a espreitar
e foi pô-lo na espingarda
que trazia um militar
(...)
E o cravo desta história
que aqui se conta rimada
foi símbolo da festa
nascida de madrugada
(...)
Era uma vez um cravo
numa história sem idade
e eu ao lembrá-lo em verso
escrevo sempre Liberdade


Retirado de Era uma vez um Cravo, José Jorge Letria com ilustrações de André Letria
Edição da Câmara Municipal de Lisboa

                                                                               


                                                                                     
 
Soldados com cravos nas espingardas
Diogo
 
 

Onde pára a Liberdade?...


Liberdade...
Liberdade é acreditar em quem nos governa
Liberdade é ter sonhos possíveis de realizar, num país onde os cidadãos contam
Liberdade é ter um futuro no país que amamos

Onde pára a Liberdade?


 
 
                       

domingo, 20 de abril de 2014

Serenidade


 Amanhecer em Toral de Los Gusmanes

Meu coração angustiado cessa
de me doer, quando no alto imenso
o chilreio dos pássaros começa
a despertar a minha fé serena.

E cruzando o azul, meus olhos sentem
que essas aves cantando manifestam
um recôndito amor, fértil, secreto,
que até elas acorre lentamente.

A madrugada banha a minha face
roseada com gotas do orvalho
caído como júbilo do céu.

De mãos erguidas ou em cruz no peito
acompanho feliz esses gorjeios,
pois também eles são a voz de Deus.


António Salvado, Na Sua Mão Direita, pág.9
Sirgo

                                                                                 
 
Jesus, O Mestre

Última Ceia

 
Crucificação de Cristo

 
Ressurreição
 
 

sexta-feira, 18 de abril de 2014

Na mão de Deus


Na mão de Deus, na sua mão direita,
Descansou afinal meu coração.
Do palácio encantado da ilusão
Desci a passo e passo a escada estreita.

Como as flores mortais, com que se enfeita
A ignorância infantil, despôjo vão,
Depus do Ideal e da Paixão
A forma transitória e imperfeita.

Como criança em lôbrega jornada,
Que a mãi leva no colo agasalhada
E atravessa, sorrindo vagamente,

Selvas, mares, areias do deserto
Dorme o teu sono, coração liberto,
Dorme na mão de Deus eternamente!


Antero de Quental, Cem Melhores Poesias Religiosas da Língua Portuguesa, pág.64
Livraria Editora Guimarães

                                                                       

quarta-feira, 16 de abril de 2014

Uma agradável surpresa!

 

Fiquei a saber que a exposição de Maria Keil, que já tive oportunidade de ver, na Cidadela de Cascais, vai chegar a Castelo Branco!


Uma magnífica exposição a não perder!

Será que já vai haver catálogo?
Isso é que não compreendo...porque é que uma exposição destas anda a viajar pelo país , a ser vista por milhares de pessoas que gostariam de comprar o catálogo (incluindo muitos estrangeiros) e não há!

 

Castelo Branco: Museu da Presidência da República apresenta “de propósito – Maria Keil, obra artística”

Diario Digital Castelo Branco | 2014-04-11 10:37:00
Castelo Branco: Museu da Presidência da República apresenta “de propósito – Maria Keil, obra artística”
O Museu da Presidência da República vai inaugurar no próximo dia 10 de Maio no Antigo Edifício dos CTT da cidade,  a exposição “de propósito – Maria Keil, obra artística”, em parceria com a Câmara Municipal de Castelo Branco.
A exposição “de propósito – Maria Keil, obra artística” continua a itinerância por várias cidades do país. Depois de Cascais, Viseu e Matosinhos, esta iniciativa do Museu da Presidência da República conta, nesta edição, com a parceria da Câmara Municipal de Castelo Branco, que acolhe esta exposição no Antigo Edifício dos CTT. A inauguração terá lugar, no dia 10 de Maio.
Com base num recenseamento exaustivo da obra de Maria Keil, de oito décadas,  esta mostra procura dar conta do percurso multifacetado da artista, que trilhou os caminhos da ilustração, do azulejo, do design gráfico, da pintura, do desenho, do mobiliário, da tapeçaria, da cenografia e dos figurinos. A qualidade, inovação e surpresa do seu trabalho conferem a Maria Keil um lugar indiscutível na História da Arte portuguesa do século XX.
“de propósito …” é a apropriação de uma expressão utilizada pela artista, por ocasião do seu 80º aniversário: “Faço 80 anos, sim e é de propósito”. A ironia subjacente em grande parte dos seus trabalhos, a desconstrução, a diversidade de abordagens e de suportes e a fuga a categorizações espelham bem a personalidade de Maria Keil e a reivindicação da sua liberdade criativa.
Local: Antigo Edifício dos CTT – Castelo Branco
Datas: 10 de Maio a 29 de Junho
Horário:
Terça a Sexta-feira: 14h00 - 19h00
Sábados, Domingos e  Feriados:  10h00 - 12h00 / 14h00 - 18h00
 
 

terça-feira, 15 de abril de 2014

Ynari, a menina das cinco tranças


     Há dias, referi-me a este livro dizendo que não tinha, embora já o tivesse lido. Afinal, até o tenho!
     Não é a primeira vez que me acontece...

      Linda, a história e as ilustrações!

                                                                             
 

     "Ynari é uma menina com cinco tranças e muita vontade de conhecer outras aldeias.
      Perto do rio, Ynari encontra um homem pequenino e descobre que a guerra também faz parte do mundo. Com a ajuda das suas cinco tranças, a menina vai mostrar que as crianças, com magia e ternura, podem mudar todas as aldeias e acabar com todas as guerras.

      Numa viagem de sensibilidade e sabedoria, com estrelas e cores, é possível inventar ou destruir palavras. Brincando com os sentidos da vida e da paz, Ynari redescobre uma palavra antiga cheia de uma magia nova: «amizade»."


(Na conta-capa do livro)

quinta-feira, 10 de abril de 2014

Dois poemas


Clareira
                                                      
Seria tão bom, como já foi,
as comadres se visitarem nos domingos.
Os compadres fiquem na sala, cordiosos.
pitando e rapando a goela. Os meninos,
farejando e mijando com os cachorros.
Houve esta vida ou  inventei?
Eu gosto de metafísica, só pra depois
pegar meu bastidor e bordar ponto de cruz,
falar as falas certas: a de Lurdes casou.
a  das Dores se forma, a vaca fez, aconteceu,
as santas missões vêm aí, vigiai e orai
que a vida é breve.
Agora que o destino do mundo pende do meu palpite,
quero um casal de compadres, molécula de sanidade,
pra eu sobreviver.



                                                                         
 
Foto feita na exposição Manta/Retratos de Família
no Centro Cultural de Cascais em Novembro de 2013



                                                  Impressionista

                                                  Uma ocasião,
                                                  meu pai pintou a casa toda
                                                  de alaranjado brilhante.
                                                  Por muito tempo moramos numa casa,
                                                  como ele mesmo dizia,
                                                  constantemente amanhecendo.



Poemas de
Adélia Prado, Bagagem, pág.40 e 41
Livros Cotovia

segunda-feira, 7 de abril de 2014

Xico, o rato que foi à lua


É a história de um rato que foi à Lua, porque lhe disseram que era feita de queijo fresco!
Tem umas imagens giras.

Xico, uma história com X !
                                                              
 
            

domingo, 6 de abril de 2014

Apontamento de Decoração

 
    Antigamente o tempo ia chegando para alguma coisa mais que escola-papéis-papéis-escola-reuniões-papéis-papéis-reuniões...enfim, antes de escravizarem os professores, tinha tempo para algumas coisas que agora não tenho. Gostava de ver revistas de decoração. E de alterar coisas aqui em casa, mudando a disposição dos móveis e acrescentando algum pormenor que "naquele tempo" o dinheiro ainda permitia comprar (hoje, com os roubos legalizados, já não dá! ). Creio que há anos que não vejo uma revista de decoração com olhos de ver. Ontem peguei num monte de livros e revistas de decoração antigas e estive deliciada a ver, quase uma horita!

     Gosto do estilo rústico e campestre. E gosto de velharias, louça florida, objectos de verga, lata, ferro...

     Fica um apontamento tirado duma revista que já não existe (tenho vários números), a Inspirações nº19, de Agosto de 1996.

                                                                              
 
 
Vá lá! Mãos à obra!
 

sábado, 5 de abril de 2014

Ouvindo...


...Willie Nelson e Norah Jones

Bom sábado!

 
 
 
                                                                                  

quarta-feira, 2 de abril de 2014

Anoitecer

                      
  «O SOL DEIXOU-ME»

O Sol deixou-me...
É a hora perturbadora e dolorosa
do anoitecer.
As nuvens azuis e cor-de-rosa
desapareceram.
E a escuridão que se aproxima
faz-me sentir ainda mais
que sou sozinha.

Os passarinhos já adormeceram.
O vento transformou-se em brisa
para que nenhuma árvore estremeça
e não sacuda os ninhos.

A noite, as rosas levemente pisa.
Espalham-se aromas pelo ar.
As pombas recolhem aos pombais.
As crianças, nos braços das mães,
esfregam os olhos com sono.
Nos lares unidos, há beijos mais amigos.
Fecham-se as janelas uma a uma.

A minha alma pela mais cinzenta estrada
caminha,
sentindo do Sol o abandono.


Merícia de Lemos, pág.194,Antologia da Poesia Feminina Portuguesa
Organizada por António Salvado

                                                         
 
 

terça-feira, 1 de abril de 2014

Dia das mentiras!


Iuuuuupi!

Chegou a Primavera :(