quarta-feira, 22 de julho de 2015

A relatividade das coisas


Poema das coisas belas

As coisas belas,
as que deixam cicatrizes na memória dos homens,
porque motivo serão belas?
E belas, para quê?

Põe-se o Sol porque o seu movimento é relativo.
Derrama cores porque os meus olhos vêem.
Mas porque será belo o pôr do Sol?
E belo, para quê?

Se acaso as coisas não são coisas em si mesmas,
mas só são coisas quando coisas percebidas,
porque direi das coisas que são belas?
E belas, para quê?

Se acaso as coisas fossem coisas em si mesmas
sem precisarem de ser coisas percebidas,
para quem serão belas essas coisas?
E belas, para quê?

António Gedeão

                                                                                   
 
Myra Landau
 

26 comentários:

  1. Respostas
    1. É um poema bonito :)

      Boa noite, Margarida:)

      Eliminar
  2. A beleza das coisas está nos nossos olhos.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Por isso o conceito de beleza é bastante relativo. O nosso olhar sobre as coisas tem também a ver com aquilo que somos, acredito...

      Boa noite, Diana :)

      Eliminar
  3. Este poema do Gedeão é lindo e liga bem com o trabalho de Myra.
    Beijinho. :))

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Muito obrigada, Ana:)
      Fico contente que tenhas gostado.

      Beijinhos:)

      Eliminar
  4. Respostas
    1. Obrigada pela visita; a seguir já vou espreitar o eu blogue:)
      Um bom dia:)

      Eliminar
  5. Na verdade, a realidade é aquela que é percepcionada por cada um, e nesse sentido cabe toda a relatividade das coisas...

    :)

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Concordo!

      Lá diz o ditado "Gostos não se discutem"

      Boa noite :)

      Eliminar
  6. IA Isabel agora também criou beleza ao combinar esse poema lindíssimo de Gedeão com o quadro de Myra.

    Um beijinho :)

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Muito obrigada:) Ainda bem que gosta, Miss Smile :)

      Beijinhos :)

      Eliminar
  7. Não conhecia este poema. E é belo! Belo para quê?, não sei, mas faz bem ao coração...Beijinhos

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Não é preciso perceber, mas sentir, não é verdade?
      Belo para quê? Para sentir...

      Um beijinho grande:)

      Eliminar
  8. Um poema que dá que pensar e eu que gosto de coisas belas, e belas, para quê?

    Duas junções perfeitas, poema e pintura.

    Um beijinho e bom fim de semana

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Obrigada, Fê, ainda bem que gostou:)

      Um bom fim-de-semana:)
      Beijinhos:)

      Eliminar
  9. As coisas podem não ser belas... mas se-lo-ão se as percebermos como tal... daí que a beleza, nunca seja um critério consensual...
    Mas acho que todos temos a necessidade de repousar a nossa alma, em algo que consideramos belo...
    Belíssima escolha, das palavras de Gedeão, associadas à pintura de Myra! Em harmonia perfeita!
    Beijinhos! Bom fim de semana!
    Ana

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Concordo consigo, Ana!
      Muito obrigada por ter gostado. As coisas fazem sentido se forem apreciadas:)

      Um beijinho e uma boa semana:)

      Eliminar
  10. Uma excelente escolha poética.
    Isabel, tenha um bom fim de semana.
    Beijinhos.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Muito obrigada!
      Obrigada por ter vindo até aqui; a seguir já vou ver o seu blogue.

      Desejo-lhe uma boa semana:)

      Eliminar
  11. Melhor mesmo é não questionar e sim sentir!
    Excelente domingo para ti!
    Beijos!

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Acho bem!

      Boa semana, Kátia:)
      Beijinhos :)

      Eliminar
  12. Belo para quê?
    Para que a alma se emocione.
    Belo poema, Isabel.

    ResponderEliminar
  13. Isabel,
    O espírito científico ainda não conseguiu dissecar a alma. Ainda bem.

    Um bom domingo :)

    ResponderEliminar