Com o calor que se fez sentir, 40º ( gosto do calor, mas não era preciso tanto...) só se pode ficar em casa a curtir o sossego e um pouco mais de fresquinho...
Escolhi um filme, entre os muitos que por aqui vão ficando à espera de vez . Não sei onde o comprei, mas deve ser um daqueles que compro nos quiosques, quando o título ou o pequeno resumo, me agrada.
Ainda bem que o comprei e que chegou a vez de o ver, porque valeu a pena.
É a história de "Walter Vale, um viúvo e solitário professor sem objectivos nem gosto pela sua vida.
Quando Walter é obrigado a regressar a Nova Iorque para participar numa conferência, encontra o seu apartamento de Manhattan ocupado por um jovem casal de imigrantes ilegais. Depois de esclarecida a intromissão, Vale convida o casal - um jovem músico sírio chamado Tarek e a sua namorada senegalesa - a ficarem com ele no apartamento.
Uma amizade inesperada e profunda desenvolve-se entre o pacato Professor Vale e o vibrante Tarek, mas os bons momentos depressa são perturbados pela injusta prisão de Tarek e a sua possível deportação. Determinado a ajudar, Walter inicia uma verdadeira cruzada pela libertação do seu novo amigo, redescobrindo uma paixão que pensava perdida há muito tempo."
Uma história sobre imigrantes ilegais, que muitas vezes, mesmo com vidas já organizadas, vivem o medo permanente de serem descobertos. Uma detenção de um imigrante ilegal, afecta a vida de muita gente de forma irreversível.
Uma história sobre a amizade e o amor, porque "A vida é feita de ligações."
Uma história que infelizmente não acaba bem, onde cada um segue o seu caminho.
E a vida é assim, nem sempre corre como desejaríamos, mas continua.
Comecei a ler há dias a história de Jean Christophe. São dez pequenos volumes da eterna Colecção Miniatura, cujas capas são sempre um encanto.
Já há tempos que queria ler este romance.
Vou no terceiro volume e estou a gostar muito.
De certa forma estes livrinhos levaram-me até ao tempo despreocupado da adolescência, em que, no fim da Primavera e durante o Verão, passava tardes tranquilas, sentada, no quintal de casa, protegida pela sombra da latada, a ler, embrenhada nos romances que me levavam para dentro dos livros e me faziam perder a noção do tempo.
Não sei se é a história, se os livrinhos antigos, se as tardes calmas aqui da zona...mas voltei aos meus 16/17 anos...
Que bom passar uma tarde inteira a ler, sem remorsos pelas pilhas de trabalhos para corrigir, fichas para elaborar, aulas para planificar, mapas para fazer, relatórios aborrecidos para escrever...
Viva uma tarde de lazer!!
O 3º volume, que estou a ler
Obrigada Maria João (Falcão de Jade) que me falou da história e à Cláudia que me arranjou os livros na Livraria Lumière.
Não há livro que se procure, que a Lumière não arranje! :)
"...E durante muito tempo tive pelos escritores - eu não me considerava um deles - grande respeito e admiração. Tinha-os por seres superiores, refinados, gente que funcionava em alturas e ambientes que me atordoavam. Só desci à terra quando comecei a privar com eles e dei conta que eram de carne e osso. E como todos os humanos, as mais das vezes de má carne e fraco osso.
De modo que carreira literária não tive nem tenho. Vou escrevendo como o faço desde o princípio, sem plano nem estratégia, pelo gosto que me dá, ora a ver se consigo um romance, ou se é hora de me deitar a um conto, uma crónica. Tão simples como isso."...
Pág. 14 da Revista da Bertrand Somos Livros
Excerto retirado da entrevista a J. Rentes de Carvalho
Somos Livros, a revista, de distribuição gratuita, da Bertrand.