sábado, 8 de fevereiro de 2014

II Festival Literário de Castelo Branco


                                                                               
 
 
Terminou hoje o II Festival Literário de Castelo Branco, um acontecimento, que pela segunda vez trouxe a Castelo Branco,  nomes com reconhecimento no panorama literário português, alguns, com raízes albicastrenses.
O festival  traz autores e ilustradores às escolas do concelho e promove mesas-redondas e momentos culturais, abertos à comunidade.
Tive oportunidade de assistir a duas mesas-redondas ( no Cine-Teatro Avenida) ontem, dia 6, com a participação dos convidados: André Letria, António Torrado e Fernando Dacosta, tendo como moderador Tito Couto. Hoje ( já ontem, à hora a que escrevo) , dia 7, os convidados, da mesa, foram: Carlos Oliveira, Afonso Cruz e Fernando Paulouro. Manteve-se como moderador Tito Couto. 
Foram sessões interessantes, enriquecidas com momentos culturais, dos quais se destacou, hoje, dia de encerramento, a actuação da Orquestra de Viola Beiroa. Esta orquestra teve o seu embrião no primeiro Festival Literário, com a actuação de dois músicos, e hoje são dez.
 Foi um momento muito bonito!
 
Este é um acontecimento de que os albicastrenses se podem orgulhar, pois num país onde se vai destruindo a cultura, a passos largos, um festival destes e com tal abrangência (independentemente de se gostar ou não dos autores presentes) é motivo de orgulho e de esperança, pois é nas escolas, onde o festival marca uma forte presença, que está o futuro!
Investir na cultura é melhorar o país!
Um obrigada ao professor José Pires, o comissário e impulsionador do festival!
 
E cá esperamos em 2015 a 3ª edição!
 

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Da Tristeza


Quatro Cantigas de Tristeza

                    1

Abre sempre de mansinho,
as minhas cartas, amor...
no rôxo do rosmaninho
vae'scondida a minha dôr.

                     2

As saudades que eu te envio
nas cartas que vou mandando,
são como as aguas do rio,
Já nascem tristes, chorando.

                     3

As saudades que eu te envio
nas minhas cartas, meu Bêm,
nascem sempre ao desafio -
mal uma vai, outra vêm!

                     4

Não me mandes mais saudades
nas cartas que me escreveres...
Já tenho tantas saudades!...
- Guarda as tuas, se puderes...

Castelo de Sombras, Judith Teixeira
pág.33/34

                                                                                     
 
Picasso
 
 

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Castelo de Sombras


INVERNO

A noite cai sobre a terra
e o vento no seu fadário
anda a cantar pela serra
como um louco solitario...

Foi a voz do meu tormento
soluçando em convulsões
juntar á canção do vento
as suas tristes canções!

Oh! vento sobe mansinho
até ao cimo dos montes...
Não te percas no caminho,
Não vás desgrenhar as fontes!

Não bulas no arvoredo
que dorme abraçado ás heras;
Não me endoideças de mêdo,
não vás acordar as féras!

.....................................................
Chora o eixo dos moinhos
- são fados -deixae chorar...
Anda a Dôr pelos caminhos,
- ninguem a queira encontrar!...

Castelo de Sombras, Judith Teixeira
pág.21/22
(a grafia , respeita o conteúdo do livro)

                                                                               
 
 
Castelo de Sombras, é o volume desta semana da colecção fac-similada, que assinala os 500 anos da Biblioteca da Universidada de Coimbra.
É um livro com um formato diferente, como uma revista (tem 27,8 por 21,1 cm e apenas 66 páginas).
Não conhecia a autora, sobre a qual retirei da Wikipédia (onde se poderá encontrar mais informação) o seguinte: Sobre Judith Teixeira pronunciou-se Aquilino Ribeiro, em 1923, considerando-a uma "poetisa de valor". Em 1927 José Régio afirmaria que "todos os livros de Judith Teixeira não valem uma canção escolhida de António Botto. O crítico João Gaspar Simões louvaria em 1937 a "audácia" da poetisa, considerando-a embora "sem talento". António Manuel Couto Viana referiu-se a Judith Teixeira como a "única poetisa modernista" portuguesa, afirmando sobre as suas poesias: "separando  muito trigo de muito joio, penso-as merecedoras de melhor sorte do que o silêncio, a ignorância, a que têm estado votadas."
 
Quem fez a selecção das obras a figurarem nesta colecção interessantíssima, achou a poetisa merecedora de estar ao lado de  nomes como Camões, Padre António Vieira, Eça de Queiroz, Almeida Garrett, Almada Negreiros, Raul Brandão, José Régio, Fernando Pessoa, Florbela Espanca...
 
O melhor é ler o livrinho e ver se nos agrada!...
 
 

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Ouvindo...


Ciganos D'Ouro


 
                                                                            

domingo, 2 de fevereiro de 2014

Além


Como enorme vasilha, céus floridos,
as estrelas são lírios infinitos.

António Salvado, Interior à Luz, pág.8


sábado, 1 de fevereiro de 2014

Um livro


O Antigo Testamento, com ilustrações de Marc Chagall foi, para mim, uma descoberta feliz.
É um livro lindíssimo, com dezenas de páginas ilustradas.
Tradução de Herculano Alves, D. António da Rocha Couto e José Tolentino de Mendonça.
Da Relógio D'Água.

                                                                                 
 
 

quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Marcadores - XLII


Da minha livraria preferida!

                                                                        

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