quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Canção


Quando estiver morta, querido amor,
            Não cantes canções tristes por mim,
Não plantes rosas sobre a minha cabeça,
            Nem um ombroso cipreste:
Que nasça a verde erva sobre mim
            regada de gotas e orvalho;
E se te apetecer, recorda,
            E se te apetecer, esquece.

Eu não mais verei as sombras,
            Não sentirei a chuva,
Nem ouvirei o rouxinol
            A cantar como se sofresse:
E sonhando num crepúsculo
            Que não nasce nem se põe,
Talvez possa recordar
            Talvez possa esquecer.


Christina Georgina Rossetti,
pág.93, Os Pré-Rafaelitas, antologia poética
Assírio & Alvim


                                                                              
 
Devaneio
Dante Gabriel Rossetti

           

12 comentários:

  1. Em tempos (26/1/2011) também traduzi, para o sítio do costume, este poema de C. Rossetti.
    Boa noite, Isabel!

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    1. Então já vou espreitar...obrigada.

      Boa tarde!

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  2. Um texto triste, mas muito bonito. :)

    Também gosto da imagem.

    Bom resto de semana.

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    1. É muito bonito, sim. A imagem está no mesmo livro; é um livro que adquiri há pouco tempo.

      Bom resto de semana para ti também, Deep!

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  3. Tudo tão lindo, ISABEL...


    Um beijo e obrigado ( Não conheço essa Antologia ! )

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    1. Muito obrigada João! Ainda bem que gostou!

      Esta Antologia (de 2005) mandei-a vir da Lumière, da Cláudia; esta Livraria é uma tentação!

      Um beijinho e eu é que lhe agradeço a visita!

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  4. Isabel, este poema é muito bonito. Lembro-me de o ler...

    O quadro é igualmente fabuloso!

    beijinhos.:))

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    1. Por acaso trazia um marcador na página deste poema, talvez por isso, o tenha lido. Foi também o primeiro que li.
      O livro é lindo, Cláudia. Talvez não se lembre (porque lhe passam tantos pelas mãos) mas tem no início 16 páginas com pinturas da mesma fase; esta é uma delas.

      Um beijinho e um bom dia!

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  5. Muito lindo o poema e o quadro, em tons de verde aveludado, é de uma candura suprema.
    Um beijinho e obrigada.

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    1. São ambos do mesmo livro. Um livro muito bonito, como refere a MR.

      Obrigada eu, Maria Eduardo, por vir sempre até aqui!
      Um beijinho :)

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  6. O livro é uma beleza. Os poemas, quanto a mim, "vareiam", mas escolheu muito bem este.

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  7. Achei piada ao "vareiam"...
    Tenho o livro só há poucos dias, e tenho saltitado os poemas, de maneira que ainda não sei apreciar. O que li até agora, gostei.

    Bom fim-de-semana, MR!

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