Os alunos por uns motivos, os professores por outros.
Todos sabemos como o ensino tem andado maltratado nos últimos anos.
Mas duma coisa tenho a certeza: os professores querem o melhor para os seus alunos e trabalham (muito) para isso.
Queria colocar um post sobre o começo do ano lectivo e li no blogue http://searasdeversos.blogspot.com/
o belo poema que a seguir transcrevo e com o qual me identifiquei.
Agradeço à autora, Lídia Borges, que mo emprestou.
Muito obrigada.
Poema
Uma sala de aulas, a vida.
Não aquela na serra nem a outra junto ao rio
Não a do outeiro entre flores plantada
Ou a do soalho roto e paredes assoladas.
Não a de vidros partidos e janelas por pintar
Ou a outra onde o sol tanto gostava de entrar.
Não a nova na cidade ou a da aldeia, pequenina.
Não a de hoje ou a de outrora
Apenas a sala onde entro agora
Através de uma porta à entrada da memória.
Já não sei de que lado o meu lugar
À frente ou atrás da secretária
Quem me diz onde me devo sentar?
Há cantigas de roda e jogos para jogar
Um pião, uma corda, um chão para semear.
Há uma sineta que soa, uma história de encantar
Fadas, duendes, anões, tantos sonhos p´ra sonhar
E um saco de respostas p´ra quem quiser perguntar
Há uma estrela sorrindo no alto de uma janela
E um sol quase a nascer brilhando juntinho dela.
Dentro de uma sala de aula
De crianças povoada é que sei o meu viver
Do lado de fora quase nada
O que tenho a ensinar, o que tenho a aprender.
Lídia Borges
Antigamente era assim...






