sábado, 7 de abril de 2012

Vento Suão - Rosa Lobato de Faria

Acabei de  ler, há dias, Vento Suão, o último livro de Rosa Lobato de Faria. Um livro inacabado.
Conheci a escrita de RLF há cerca de dois anos, através dum amiga que gostava muito dos seus livros. Li O Sétimo Véu , A Alma Trocada , Os Pássaros de Seda... Na altura comprei mais uns quantos, incluindo um infantil, que ainda não li.
Conhecia a Rosa Lobato de Faria das novelas e sabia vagamente que ela escrevia, mas os seus livros nunca me tinham despertado curiosidade. Depois de ter lido o primeiro fiquei admiradora.
Vento Suão é um livro diferente dos outros que li. A escrita não me pareceu a mesma dos outros livros (talvez a autora ainda o modificasse) , de qualquer forma gostei da leitura.


"...E mais galhofa, mais risos como só é possível aos oito anos, como só é possível quando os males do mundo ainda não fizeram mossa, nem nas consciências, nem nos corações. "  ( pág. 45)

"...A morte era tão estranha! Subitamente aquele vazio, aquele buraco negro, aquela muralha a tapar o futuro. Assim de repente. Sem remédio." ( pág.143)

"...Como é que se explica a dois miúdos de nove e sete anos que o pai partiu para sempre, que não volta nunca mais? Como é que se fala da morte a quem só conhece a vida?" ( pág.144)







"...Aqui fica, pois, este Vento Suão tal e qual Rosa Lobato de Faria o deixou. E como derradeira homenagem a uma escritora cuja obra teve como eixos fundamentais « a força da vida, o conhecimento profundo da realidade e do meio em que se agitam os seus fantoches ficcionais, o domínio das minúcias, o fôlego narrativo, a irrupção imparável de um vento negro de violência que impõe uma aura de tragédia intemporal ao que parece quase inócuo.» "

Eugénio Lisboa (retirado da badana da sobrecapa )
                                                                        

quinta-feira, 5 de abril de 2012

Pensamento

"Confiai nos sonhos,
porque neles se oculta
a porta da eternidade."


Khalil Gibran



                                                                                     
                                                                            

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Smile

Uma música com Nat King Cole

                                                                                  
                                                                                        
                                                                                            

terça-feira, 3 de abril de 2012

Palavras Ao Meu Coração

Basta de crer no amor, basta de amar!
Meu louco coração, toma juízo:
pra os que querem na terra o paraíso,
há um remédio só - renunciar.

Renuncia! Se tudo existe,
é mentiroso, e só nos faz descrer,
- não vale a pena amar, pra quê correr
atrás de sombras vãs, coração triste?

Não querem entender-te, coração,
...não podem entender-te, quando tentas
erguer as pobres asas desse chão...

Queres pairar em regiões mais puras?
Vive acima da terra e das tormentas,
- sozinho como as águias nas alturas...

Manuel Laranjeira



Fotografia feita na exposição do Antigo Edíficio dos CTT sobre um trabalho de Susana Anágua
                                                                                  

                                                                       

segunda-feira, 2 de abril de 2012

The Hunger Games

Fui ver The Hunger Games e não gostei.
Achei um filme demasiado violento, em todos os sentidos.
Não há ali nada que justifique tanta violência.


                                                                             

A Bomba e o General

Hoje é o Dia Internacional do Livro Infantil.
Não me lembrava da data, que vi assinalada num post do blogue Prosimetron.
Deixo também aqui o meu apontamento, referindo um livro de que gosto muito e que já tem uns anos: A Bomba e o General de Umberto Eco e Eugenio Carmi.
Conta a história de um general muito arrogante e mau que ficou sem trabalho quando a guerra acabou ( por causa duns átomos que se revoltaram e fugiram das bombas onde estavam encerrados).
Então foi trabalhar como porteiro num hotel ( para aproveitar a farda) e aí já ninguém o reconhecia e não tinham medo dele.
É uma história engraçada que gosto de ler e explorar com os alunos, porque o assunto é sempre pertinente - o apelo à paz.



                                                                          

domingo, 1 de abril de 2012

Opiniões!

Ontem mandaram-me este video por mail.
Já o conhecia. Já o tinha recebido há meses, antes de ter o blogue ( parece-me que os mails vão dando a volta ao mundo e quando chegam ao fim começam outra vez e assim sucessivamente...).
É um video interessante.
Vale a pena perder uns minutos a ver.
Sobre ARTE.