segunda-feira, 9 de julho de 2012

VERÃO


Vestiu-se de azul e branco
O tempo grande
Borda à luz silêncios de ouro
Renasce no coração o amor

O maior tesouro!

 


Quem bate à porta?



                                        CANÇÃO   SAUDOSA
                   


A Saudade vem bater,
Vem bater à minha porta,
Quando o luar é de lágrimas
E a terra parece morta.

E a saudade bate, bate,
Com tal carinho e brandura,
Que nem a aurora batendo
À porta da noite escura!


 Mas eu ouço-te, Saudade...
 E o silêncio é tão profundo!
 Ouço vozes, choros de alma,
 Que ninguém ouve no mundo!

  Misteriosas imagens
  Passam, por mim, a falar...
  Bem entendo o que elas dizem,
  Bem o quisera contar!
Mas - que tragédia ! - emudeço.
Caio, de mim, sobre o nada!
Sou a minha própria sombra
Não sei onde projectada!

E entra a Saudade...Fiquei
Como assombrado e sem voz!
Sinto-a melhor, que senti-la
É vê-la, dentro de nós.

Vinha com ela a tristeza
Que a tarde espalha no ar...
Vinha cercada das sombras
Que andam, na terra, ao luar.

E vinha a sombra dos Ermos,
Com os olhos rasos de água...
E os segredos que à noitinha
Vem dizer a nossa mágoa.
Vinha a sombra do Marão,
Sob a Lua em várias fases;
E, no seu rosto de bronze,
Trazia um véu de lilases.

Vinha a alma do Desejo,
Toda a arder...Em volta dela,
Giram mundos e fantasmas,
Como em volta de uma estrela.

Tudo o que é sonho em vigília
No sono da Criação;
E, entre falsas aparências,
É divina Aparição;

Tudo vem com a Saudade,
De noite bater-me à porta,
Quando o luar é de lágrimas
E a terra parece morta...

                                                                             

Teixeira de Pascoaes
Antologia Poética, pág.16
Ilídio Sardoeira
Cadernos F.A.O.J. Série C - Nº2

                                                                                

sábado, 7 de julho de 2012

Do nada...a beleza.


Para as minhas amigas do blogue  Cozinha dos Vurdóns



Foto de MJFalcão do blogue Falcão de Jade



No meio do nada
na beleza inóspita da pedra
nasce uma flor.

Contra tudo e contra todos
vingou.
E outras surgiram.
E em todas as fendas de rocha
as flores apareceram
e deram a sua beleza
a quem a soube descobrir.

A beleza
 pertence
a quem a sabe merecer.



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Pouco a pouco o nada se fez muito.
E  assim as utopias se farão realidade.
                                                                                

Tabu


Ontem vi o filme no Cine-Teatro Avenida.
Do realizador Miguel Gomes
Uma história interessante, que fala de África, de um amor impossível e da solidão.

"Uma idosa temperamental, a sua empregada cabo-verdiana e uma vizinha dedicada a causas sociais partilham o andar num prédio em Lisboa. Quando a primeira morre, as outras duas passam a conhecer um episódio do seu passado: uma história de amor e crime passada numa África de filme de aventuras."

Retirado da Agenda Cultural da Câmara Municipal de Castelo Branco





Já agora, quem por aqui estiver na próxima terça-feira, dia 10, poderá ir ao Cine-Teatro Avenida ver o filme Cosmopolis, de David Cronenberg. Os bilhetes custam €4.00.
                                                                            

sexta-feira, 6 de julho de 2012

Um cafezinho?



                                                                      

quinta-feira, 5 de julho de 2012

Serenidade


"Busca a tua paz interior.
Essa é sem dúvida
a maior das dádivas de Deus."

 

domingo, 1 de julho de 2012

Os livros e o tempo



"Seria bom comprar livros se fosse possível comprar junto com eles, o tempo para lê-los."

Arthur Schopenhauer



Sem Título
Mário Cesariny
Técnica mista sobre relógio.



Obrigada Ritinha.