sábado, 23 de fevereiro de 2013

Esperança

 
Por bem que te vejas não te alegres, e por mal que te vejas não te desesperes.
 
Adágios da Beira, Jaime Lopes Dias, pág.20
Alma Azul
 
 


quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Maria Viana Quinteto


Hoje às 21h30, Maria Viana Quinteto,  no Cine-Teatro Avenida.


                                                                          

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Amor


Hoje, no Cine-Teatro Avenida,  Amor, de Michael Haneke.


 
 
"Georges e Anne são octogenários, pessoas cultas, professores de música reformados. A filha, igualmente música, vive no estrangeiro com a família. Um dia, Anne é vítima de um acidente. O amor que une este casal vai ser posto à prova."
 
(Retirado da agenda cultural da Câmara Municipal)
                                                                                 

Portas


Um velho batente.



                                                                             

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Sobre o amor


Mãe, eu quero ir-me embora - a vida não é nada
daquilo que disseste quando os meus seios começaram
a crescer. O amor foi tão parco, a solidão tão grande,
murcharam tão depressa as rosas que me deram -
se é que me deram flores, já não tenho a certeza, mas tu
deves lembrar-te porque disseste que isso ia acontecer.

Mãe, eu quero ir-me embora - os meus sonhos estão
cheios de pedras e de terra; e, quando fecho os olhos,
só vejo uns olhos parados no meu rosto e nada mais
que a escuridão por cima. Ainda por cima, matei todos
os sonhos que tiveste para mim - tenho a casa vazia,
deitei-me com mais homens do que aqueles que amei
e o que amei de verdade nunca acordou comigo.

Mãe, eu quero ir-me embora - nenhum sorriso abre
caminho no meu rosto e os beijos azedam na minha boca.
Tu sabes que não gosto de deixar-te sozinha, mas desta vez
não chames pelo meu nome, não me peças que fique -
as lágrimas impedem-me de caminhar e eu tenho de ir-me
embora, tu sabes, a tinta com que escrevo é o sangue
de uma ferida que se foi encostando ao meu peito como
uma cama se afeiçoa a um corpo que vai vendo crescer.

Mãe, eu vou-me embora - esperei a vida inteira por quem
nunca me amou e perdi tudo, até o medo de morrer. A esta
hora as ruas estão desertas e as janelas convidam à viagem.
Para ficar, bastava-me uma voz que me chamasse, mas
essa voz, tu sabes, não é a tua - a última canção sobre
o meu corpo já foi há muito tempo e desde então os dias
foram sempre tão compridos, e o amor tão parco, e a solidão
tão grande, e as rosas que disseste que um dia chegariam
virão já amanhã, mas desta vez, tu sabes, não as verei murchar.


Maria do Rosário Pedreira, Poesia reunida, pág.111
Quetzal


 
Poeta e Rapariga
Júlio
                                                                          

domingo, 17 de fevereiro de 2013

Porque tudo tem um fim...


Sentimento

A noite transfigurou-se em penas d'ave
e a miudinha chuva sacudiu-as
e a noite recolheu-se aos astros, suave,
e adormeceu as almas esquecidas.
O grande pequeno homem admirou-se,
olhou para si e viu-se vazio.
Chorou então o tempo perdido
e perdeu-se na noite, frio e quente.


Ruy Cinatti, 50 Poemas, pág.57
Relógio D'Água


                                                                                 

sábado, 16 de fevereiro de 2013

Barbara

 
O cinema saiu do Forum, mas chegou ao Cine-Teatro Avenida! E cá para mim, ficámos a ganhar: bons filmes e bilhetes mais baratos.
Lincoln, de Steven Spielberg, O Mentor de Paul Thomas Anderson e Holy Motors de Leos Carax Pierre, são alguns dos filmes que vamos poder ver nos próximos meses.
Agendados já estavam também: Amor de Michael Haneke, Reality de Matteo Garrone e The Hunt - A Caça de Thomas Vinterberg.
 
Ficámos a ganhar!
 
 
 
 
O filme de hoje, foi Barbara, Um filme bonito, que vale a pena ver.
 
"1980. Alemanha Oriental. Barbara é uma pediatra transferida de Berlim para o hospital de uma cidade remota e isolada como represália por ter tentado emigrar para o lado Ocidental do país, onde se encontra o namorado.
O novo apartamento, os novos vizinhos, o Verão e o campo não significam nada para Barbara. No trabalho é atenciosa mas distante, seguindo as indicações do responsável do Hospital, André. Mas o médico deixa-a confusa. Ele deposita confiança nas suas capacidades profissionais, é carinhoso e o seu sorriso revela um homem apaixonado. Mas será este médico apenas um espião contratado para seguir os seus passos e revelá-los às autoridades?"
 
E o filme é muito mais do que esta sinopse...
 
Gostei!