[...]
E a promessa cumpriu-se
nessa manhã de Abril
ainda sem computadores
nem novelas do Brasil
(...)
Foi então pegar no cravo
que estava ali a espreitar
e foi pô-lo na espingarda
que trazia um militar
(...)
E o cravo desta história
que aqui se conta rimada
foi símbolo da festa
nascida de madrugada
(...)
Era uma vez um cravo
numa história sem idade
e eu ao lembrá-lo em verso
escrevo sempre Liberdade
Retirado de Era uma vez um Cravo, José Jorge Letria com ilustrações de André Letria
Edição da Câmara Municipal de Lisboa
Soldados com cravos nas espingardas
Diogo
