domingo, 21 de abril de 2013

Uma tarde no Parque da Cidade


Saí, para ir à feira de trocas, no Parque da Cidade...

                                                                                  
 
O conceito é muito interessante: só se trocam coisas, ideias ou serviços. Nada de dinheiro; não se compra nem se vende nada!
Convive-se!
 
O evento foi organizado pela Associação Eco-Germinar e tinha também um objectivo solidário: angariar produtos (de higiene pessoal) para a CIJE ( Casa da Infância e Juventude de Castelo Branco)
 
 
Cartaz da Feira
 
 
Um gatito sem dono para trocar (ou dar).
 
 
E um cãozinho ( pelo que sei, este e outro - porque eram dois - já ganharam dono. Alguém os levou).
 
Na feira, ainda troquei uns filmes infantis por dois livros: "Viver Timor em Portugal" e "Oficina de Poesia - Revista da palavra e da imagem"
 
 
Estendal
 
Pendurou as palavras,
na linha do pensamento
como se fosse um estendal.
 
Com o vento,
batiam umas nas outras,
como notas
em linhas de pauta musical.
 
Ouviam-se ao longe
como uma melodia
ou, talvez,
como poesia.
 
 
Jorge Andrade
 
 
 
E já que estava no Parque da Cidade, fui dar uma volta e ver ...

 
os repuxos, junto à esplanada ...

 
 
...e o lago com os azulejos de Manuel Cargaleiro.
Apercebi-me de que o tempo passa sem darmos conta. Esta obra data de 2003. Eu ainda não a conhecia. Parece-me que não há tanto tempo que eu estive ali pela última vez. Mas há! Dez anos! Eu juraria que estive lá o ano passado, ou há dois anos...
 
E estive, mas apenas fui até ao parque infantil, com os meus alunos e não cheguei até ao fundo do parque, onde está esta obra.

 




 
Depois passeei pelo parque.
Havia muita gente: uma festa de anos infantil - uma boa ideia, porque há mesas de pedra, bancos, espaço e é um local aprazível para  se passar bem uma tarde, à sombra dos loureiros.

 
Muita gente a passear e a aproveitar o dia de Sol.

 
Recantos para conversar.

 
A velha fonte que sempre foi do parque, mas que durante alguns anos, saiu dali para outro local da cidade, onde não gostou de estar. Regressou ao parque, pois é lá que pertence e fica bem.
 
 
Junto da entrada principal.

 
O caramanchão florido.

 

 
Hoje vi o parque com outro olhar.
De tanto vermos as coisas, nem sempre nos apercebemos da sua beleza e até da sua dimensão.
Vou a este parque desde que era criança. Naquela época  era o único local que tinha parque infantil.
Há anos, sofreu uma grande transformação e na altura não gostei , porque cortaram muitas árvores e tiraram o pequeno coreto, onde tantas vezes subi. 
 Actualmente já me reconciliei com a nova cara do parque e gosto e acho-o muito bonito.
Parece que só agora ao ver as fotos destes longos corredores, me apercebo da sua real dimensão.
É um parque bonito para desfrutar. E gostei de o ver tão povoado. 
 
 
 
 
Dali fui até ao Museu Tavares Proença Júnior, ver a exposição de Arte Sacra.
Mas isso fica para outro post...
 

sexta-feira, 19 de abril de 2013

Adriana Calcanhoto


Para o fim-de-semana!


                                                                                

quarta-feira, 17 de abril de 2013

Infância traída


Recebi esta foto por mail (desses que vão circulando) , com as duas frases que a acompanham.
De pouco vale colocá-la aqui, porque esta menina e outras como ela, continuam a sofrer e nós continuamos a viver a nossa vida.
Nada muda.
Porque muitos não querem.


                                                                              
 
 
" Há momentos na vida em que sentimos tanto a falta de alguém que o que mais queremos é tirar essa pessoa de nossos sonhos e abraçá-la." (Clarice Lispector)
 
 

terça-feira, 16 de abril de 2013

Por onde andarão?



"Olhei as andorinhas e invejei-lhes a forma despreocupada como sobrevoavam três, cinco, dez telhados ao mesmo tempo..." ( Vozes de Marraquexe de Elias Canetti, pág.44)

                                                                          
 
 
 
Estranho...
Este ano ainda, quase, não vi andorinhas. 
 
 

domingo, 14 de abril de 2013

Se Eu Morrer de Manhã


[SE EU MORRER DE MANHÃ]

Se eu morrer de manhã
abre a janela devagar
e olha com rigor o dia que não tenho.

Não me lamentes. Eu não me entristeço:
ter tido a morte é mais do que mereço
se nem conheço a noite de que venho.

Deixa entrar pela casa um pouco de ar
e um pedaço de céu
-o único que sei.

Talvez um pássaro me estenda a asa
que não saber voar
foi sempre a minha lei.

Não busques o meu hálito no espelho.
Não chames o meu nome que eu não venho
e do mistério nada te direi.

Diz que não estou se alguém bater à porta.
Deixa que eu faça o meu papel de morta
pois não estar é da morte quanto sei.


Rosa Lobato de Faria

                                            
 
Janelas Com Grades
Manuel Amado
 

sábado, 13 de abril de 2013

Para o Fim-de-Semana


Francis Lemarque

 
 
                                                                        

terça-feira, 9 de abril de 2013

Rotundas - I


Rotundas com arte.
Cidade, uma escultura de José Simão.