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terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

Um país que ainda não existe


Poema do futuro cidadão

Vim de qualquer parte
duma Nação que ainda não existe.
Vim e aqui estou!

Não nasci apenas eu
nem tu nem nenhum outro...
mas irmão.

Tenho amor para dar às mãos cheias.
Amor do que sou
e nada mais.

Tenho coração
e gritos que não são meus somente
venho dum país que ainda não existe.

Ah! Tenho amor a rodos para dar
do que sou.
Eu!
Homem qualquer
cidadão de uma Nação que ainda não existe.

José Craveirinha, chigubo, pág.11
Livro oferta com o Sol


                                                                                  
 
 

quinta-feira, 27 de novembro de 2014

Guerra


aos que ficam
resta o recurso
de se vestirem de luto
.   .   .   .   .   .   .   .   .   .   .   .
Ah, cidades
favos de pedra
macios amortecedores de bombas.

José Craveirinha, Karingana ua Karingana, pág.8
(Colecção 800 anos de literaturas em português)