Recebi de Mariana Gillot um simpático comentário ( também dirigido a quem comentou) a um dos post que tinha fotografias de algumas das suas obras ( A Arte no Feminino - II de 31 de Outubro). Comentário que muito agradeço e do qual retiro alguns excertos.
"Open Your Heart"
Sobre esta obra, Mariana Gillot refere no comentário que nos deixou "O Open Heart, é uma chamada de atenção a todo o ser humano para que se entregue ao amor, à paz e a todos os bons semtimentos. É um pedido de abertura de coração e de mente ao positivo ao construtivo. Deixar a guerra de lado. Mas também tem o outro lado, ... temos sempre tantas chaves, qual será a certa? ter a coragem de ter esse trabalho de procura também não é fácil... mas podemos sempre tentar. E é tão bom quando abrimos o nosso coração!"
Pormenor de" Open Your Heart"
"Sold"
Sobre esta obra Mariana Gillot diz-nos: "O Sold, é o retrato do mundo, consumista, futil e frio, onde tudo se compra e tudo se vende, onde tudo tem um preço. Vendemo-nos todos os dias, tanto e de uma forma tão natural, que já não damos conta. E isso é triste, deixa-me triste que seja o dinheiro o Grande Senhor e o grande centro. É afinal em torno dele, que tudo, mas mesmo tudo gira!"
"O Peso da Crise"
"Em directo"
( Não tinha colocado esta foto, porque fiquei nos espelhos da obra apresentada, mas hoje aqui fica )
"Fogo de Vista"
Sobre as outras obras, atrevo-me eu a dar a minha interpretação, aquilo que vejo nelas. O Peso da Crise, será isso mesmo, uma crise económica que nos leva o dinheiro todo, não sobra nada para o porquinho mealheiro. A balança decimal terá significado? Tudo multiplicado por dez, fica ainda mais pesado...
Fogo de Vista, terá a ver com o culto da beleza que actualmente se valoriza tanto. O recurso às cirurgias estéticas na procura da beleza ideal, mas que acaba afinal por ser isso mesmo: uma coisa falsa, "fogo de vista"...
As chaves: a chave da felicidade? Estará a felicidade nessa beleza perfeita?
Em Directo, a televisão que prende e vicia as pessoas ao écran. Quatro, talvez porque há televisões por todo o lado, mesmo em nossa casa, em todas as divisões...
Por outro lado, em directo porque o que quer que aconteça no mundo, chega-nos imediatamente a casa, através da caixa ( ainda) mágica, tornando o mundo um local tão pequeno...
Os espelhos...afinal aquilo que é a televisão: reflexo do que somos...
Agradeço a Mariana Gillot o comentário que deixou. Era isto que gostaria de ter oportunidade de fazer, sempre que vejo uma exposição: poder dialogar com os artistas sobre as obras expostas.
Quem vê, será que vê o que o artista pretende transmitir?
Muito obrigada Mariana Gillot.
( Sobre as moedas que cobrem o mundo de Sold e a balança de O Peso da Crise, discutia com quem também viu a exposição, e não estavamos de acordo: serão verdadeiras? )