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sábado, 11 de abril de 2026
Primavera
Pensamento
Quando rebenta a corda do alaúde
há sempre forma de a consertar.
Quando se despedaça um coração
não há modo de o reparar.
Poemas de Bai Juyi, pág.85
sábado, 28 de janeiro de 2023
A Poesia
A POESIA
Difícil, estreita passagem,
força quente perscrutada,
corpo de névoa, de imagem,
com sulcos de tatuagem,
voz absoluta escutada...
Destino de aranha, tece
com fios vários da vida,
alegria se amanhece
ou chora se a luz fenece
pela noite perseguida.
Intimidade exterior,
pureza de impuras formas,
conhecimento e amor,
água límpida, estertor,
sem regras feita de normas.
António Salvado, Difícil Passagem
sexta-feira, 17 de junho de 2022
Saudades das férias 😊
Já aqui estive, várias vezes, em dias de férias.
Um local próximo da aldeia onde a minha mãe nasceu.
Quem me dera poder mergulhar nestas águas fresquinhas...talvez em Agosto...
sábado, 21 de maio de 2022
quinta-feira, 5 de setembro de 2019
segunda-feira, 2 de outubro de 2017
E já é Outono...
terça-feira, 29 de agosto de 2017
segunda-feira, 24 de julho de 2017
Uma fotografia para partilhar - 2
Tem mais de cinquenta anos, esta foto, e eu conheci o senhor fotografado.
Tinha uns 12 ou 13 anos quando comecei a passar parte das férias de Verão na aldeia da minha mãe (as melhores férias de sempre, que recordo com saudade).
O Ti António Rei era um senhor com uns 60 anos, que na altura, para os miúdos com a minha idade, era um velhinho do mais velho que há - é como o recordo. Mas recordo também uma pessoa simpática, sorridente e amigo da garotada. Tinha uma loja, na aldeia, onde se vendia de tudo.
Falo mais pela memória do que ouvi contar do que pelo que recordo, dado que apenas o vi algumas (poucas) vezes. Morreu pouco tempo depois de eu ter começado a passar as férias na aldeia.
E a Burra...a Burra teria muitas histórias para contar!
Há quase 60 anos, a aldeia ainda não tinha a estrada que tem agora, apenas um caminho rudimentar, onde só chegava um carro de vez em quando. A burra era um dos poucos meios de transporte. Conta um primo meu , que uma vez, tinha ele uns seis anos e ainda vivia na aldeia, foi com dois miúdos mais velhos (um deles filho do Ti António Rei) fazer um recado, uma entrega de bens a outra aldeia próxima. Foram na Burra. Mas ele foi sem autorização da mãe. Pensava que era ir e vir num
instantinho. Chegados lá, a pessoa a quem iam entregar esses bens, não estava em casa, andava para as hortas e tiveram que esperar. Nesta espera e regresso, acabou por escurecer e quando chegaram a casa era noite. A mãe do meu primo, que o procurou todo o dia, acabou por saber que ele tinha ido com os outros miúdos. Mas ficou tão zangada, que quando o apanhou, à chegada, lhe deu umas valentes palmadas, que (contam os dois) ainda hoje lhes doem. Um porque as apanhou e o outro porque as deu!
Tudo culpa da Burra, que fazia poucos quilómetros por hora!
Tinha uns 12 ou 13 anos quando comecei a passar parte das férias de Verão na aldeia da minha mãe (as melhores férias de sempre, que recordo com saudade).
O Ti António Rei era um senhor com uns 60 anos, que na altura, para os miúdos com a minha idade, era um velhinho do mais velho que há - é como o recordo. Mas recordo também uma pessoa simpática, sorridente e amigo da garotada. Tinha uma loja, na aldeia, onde se vendia de tudo.
Falo mais pela memória do que ouvi contar do que pelo que recordo, dado que apenas o vi algumas (poucas) vezes. Morreu pouco tempo depois de eu ter começado a passar as férias na aldeia.
E a Burra...a Burra teria muitas histórias para contar!
Há quase 60 anos, a aldeia ainda não tinha a estrada que tem agora, apenas um caminho rudimentar, onde só chegava um carro de vez em quando. A burra era um dos poucos meios de transporte. Conta um primo meu , que uma vez, tinha ele uns seis anos e ainda vivia na aldeia, foi com dois miúdos mais velhos (um deles filho do Ti António Rei) fazer um recado, uma entrega de bens a outra aldeia próxima. Foram na Burra. Mas ele foi sem autorização da mãe. Pensava que era ir e vir num
instantinho. Chegados lá, a pessoa a quem iam entregar esses bens, não estava em casa, andava para as hortas e tiveram que esperar. Nesta espera e regresso, acabou por escurecer e quando chegaram a casa era noite. A mãe do meu primo, que o procurou todo o dia, acabou por saber que ele tinha ido com os outros miúdos. Mas ficou tão zangada, que quando o apanhou, à chegada, lhe deu umas valentes palmadas, que (contam os dois) ainda hoje lhes doem. Um porque as apanhou e o outro porque as deu!
Tudo culpa da Burra, que fazia poucos quilómetros por hora!
quarta-feira, 8 de abril de 2015
Memórias
Se queres conhecer uma pessoa,
não lhe perguntes o que pensa mas sim o que ela ama.
Santo Agostinho
Fotos: Rita Vaz
segunda-feira, 5 de maio de 2014
domingo, 4 de maio de 2014
Para o dia da mãe
Para sempre
Por que Deus
permite
que as mães vão-se embora?
Mãe não tem limite,
é tempo sem hora,
luz que não apaga
quando sopra o vento
e chuva desaba,
veludo escondido
na pele enrugada,
água pura, ar puro,
puro pensamento.
Morrer acontece
com o que é breve e passa
sem deixar vestígio.
Mãe, na sua graça,
é eternidade.
Por que Deus se lembra
- mistério profundo -
de tirá-la um dia?
Fosse eu Rei do Mundo,
baixava uma lei:
Mãe não morre nunca,
mãe ficará sempre
junto de seu filho
e ele, velho embora,
será pequenino
feito grão de milho.
que as mães vão-se embora?
Mãe não tem limite,
é tempo sem hora,
luz que não apaga
quando sopra o vento
e chuva desaba,
veludo escondido
na pele enrugada,
água pura, ar puro,
puro pensamento.
Morrer acontece
com o que é breve e passa
sem deixar vestígio.
Mãe, na sua graça,
é eternidade.
Por que Deus se lembra
- mistério profundo -
de tirá-la um dia?
Fosse eu Rei do Mundo,
baixava uma lei:
Mãe não morre nunca,
mãe ficará sempre
junto de seu filho
e ele, velho embora,
será pequenino
feito grão de milho.
Carlos Drummond de Andrade
Quando eu era miúda, sabia este poema de cor. A imagem que acompanhava o poema, creio que num livro da escola primária ou do ciclo, desenhei-a num caderno de poemas que ia coleccionando e que anda por aí, algures.
Copiava muitos poemas e desenhos dos livros de que gostava.
Postais da Serra:
Teixeira ( a terra da minha mãe) e aldeias próximas
Fotos de Rita Vaz
Flores do "jardim" da minha mãe ( na varanda...)
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