"A expressão tem dois sentidos: o da exaltação de todas as coisas que existem no mundo e o da comoção suscitada pela beleza do mundo natural. O meu pai [fotojornalista] costumava colecionar guias sobre tudo e mais alguma coisa: de aviões a pedras ou lagartas. Ele amava o facto de o mundo estar cheio de diferentes tipos de vida, de coisas, de movimentos. Uma das mensagens deste livro é a de que, para entendermos o que é humano, precisamos de interagir com aquilo que não o é. Os animais ensinam-nos muitíssimo sobre o que é ser-se uma pessoa.
[...]
A minha maior conquista foi aceitar a morte do meu pai e a impossibilidade de o ter de volta, e também aceitar que
Mabel não podia continuar comigo. O livro acaba com a aceitação de que tudo muda. Não é uma questão de ultrapassar o luto: há que incorporar a perda. De cada vez que perdemos alguém, tornamo-nos uma pessoa diferente."
Excertos da entrevista a Helen Macdonald, na LER nº142/Verão 2016 (acabadinha de sair)
pág.54 e 56.
A propósito do seu livro
A de Açor publicado pela Lua de Papel, onde a autora fala da forma como se isolou do mundo, após perder o pai e como, durante esse isolamento, treinou um açor -
Mabel.
Não é açor, mas é da família :)