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segunda-feira, 1 de maio de 2017

"É preciso muito tempo para se aprender a ser jovem"

                                                                                       



« "É preciso muito tempo para se aprender a ser jovem", a epígrafe de Picasso desenhada por Martins Correia, um dos grandes Mestres da segunda metade do século XX português e escolhida para título desta exposição resume toda uma filosofia e todo um programa de arte moderna que o grande artista nascido na Golegã partilhava. Picasso, o maior expoente da arte do século XX de que toda a sua arte é quase um símbolo dizia que levou toda a vida para conseguir pintar como uma criança. Por outro lado ele e os arautos da modernidade foram buscar à arte primitiva as raízes da arte moderna. A infância e a arte dos primitivos constituindo uma das essenciais fontes de inspiração da arte moderna, como expressão de uma inocência primeira e de uma original ligação ao inconsciente e aos arquétipos. »
[...]

Maria João Fernandes
Retirado do catálogo da exposição.


Alguns apontamentos da exposição, patente ao público no Antigo Edifício dos CCT, até 28 de Maio.

Gostei muito da exposição e tenho pena que as fotos tenham ficado com pouca luz, mas mesmo assim aqui ficam para aguçar a vontade de uma visita.

                                                                                    











































 
 

domingo, 8 de fevereiro de 2015

Lençóis de Lua


                                                                                      
 
Picasso
Escultor, modelo e cabeça esculpida, 1933
 
Lençóis de Lua
 
Amar-te,
Não pode, somente, ser um gesto vago
Tão pouco beber-te, demente.
Apenas de um trago.
Amar-te
É dar-te a alma, a voz, só por este prazer
De junto de ti, saber ser mulher.
 
Com lençóis de lua
Abro a minha cama
E deito-me nua,
Só, como quem ama.
Com lençóis de lua,
Hora madrugada,
Abraço o teu corpo
Não preciso de mais nada.
 
Amar-te
É este desejo, aceso na alma
A fome maior, dum teu beijo,
Que nunca se acalma.
Amar-te
É ter em cada manhã, teus olhos nos meus
Dizer-te até logo e nunca um adeus.
 
 
Mário Rainho
Tudo Isto É Fado 1, pág.262
deplanoboks
 
 

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Da Tristeza


Quatro Cantigas de Tristeza

                    1

Abre sempre de mansinho,
as minhas cartas, amor...
no rôxo do rosmaninho
vae'scondida a minha dôr.

                     2

As saudades que eu te envio
nas cartas que vou mandando,
são como as aguas do rio,
Já nascem tristes, chorando.

                     3

As saudades que eu te envio
nas minhas cartas, meu Bêm,
nascem sempre ao desafio -
mal uma vai, outra vêm!

                     4

Não me mandes mais saudades
nas cartas que me escreveres...
Já tenho tantas saudades!...
- Guarda as tuas, se puderes...

Castelo de Sombras, Judith Teixeira
pág.33/34

                                                                                     
 
Picasso
 
 

quarta-feira, 14 de março de 2012

Infância - António Salvado

Uma névoa enorme,
um silêncio de asa,
desperta o que dorme
nessa velha casa:

um bibe desfeito
e livros rasgados,
e um jardim perfeito
com flores e lagos.


António Salvado, Tropos, pág.66




Menina com Pomba
Picasso